1º Desilusão Portuguesa
Por muitas justificações que se arranjem, a nossa participação no mundial foi simplesmente má. Falta de adaptação ao clima, lesões atrás de lesões (mas a culpa é do índice de suspeição lesional...), dependência de um Ronaldo limitado, opção por polivalentes em vez de efetivos (Antunes a lateral-esquerdo vale mais que A. Almeida, Veloso e R. Costa juntos) e falta de um fio condutor de jogo foram alguns dos problemas que afetaram a seleção no Brasil. Paulo Bento terá agora de se despedir de alguns "homens de confiança" e renovar a equipa para manter a competitividade.
A Bicampeã europeia e campeã mundial em título haveria de cair um dia, mas nunca se imaginou que tal ocorresse de forma tão devastadora. Os espanhóis até entraram bem contra a Holanda, mas mal o talento de Robben e Van Persie começou a derrubar o enferrujado "tiki-taka" tudo se desmoronou. À humilhação de 1-5 perante a "laranja" seguiu-se um 0-2 frente ao Chile e o fim das hipóteses de renovação do título. A Espanha não devia nem merecia ter caído assim, mas "neustros hermanos" devem estar agradecidos por tudo o que esta geração fez pelo futebol espanhol e o futuro parece estar garantido por uma série de novos talentos.
3º "Mineirazzo"
A jogar em casa e depois de uma grande copa das confederações, o Brasil era favorito ao título, mas a pressão foi demasiado alta desde o princípio e Scolari nunca conseguiu dar qualidade de jogo a um Brasil que foi sobrevivendo à custa do brilhantismo de Neymar. O desequilíbrio emocional foi claro frente ao Chile e a lesão do 10 só piorou a situação. Perante uns alemães muito frios, a (des)organização brasileira descambou nuns incríveis 1-7, fazendo, 64 anos depois do "maracanazzo", o Brasil cair de novo.
4º Grandes jogadores
Muitos jogadores tiveram uma boa prestação no mundial, com os "números 10" a grande nível. Não os 10 clássicos, mas sim jogadores completos com influência em todo o campo. Messi, Neymar, Benzema, Ruiz e Giovanni estiveram a um bom nível, mas foi James Rodríguez com 6 golos e várias assistências a brilhar mais alto. O colombiano compensou a falta de Falcão, tornando-se o melhor marcador do mundial e só um Robben preponderante na Holanda e um Müller goleador pela Alemanha podem discutir o prémio de melhor jogador com "El Bandido".
6º Mundial dos Guarda-Redes
Apesar dos muitos golos marcados, o mundial do Brasil foi um viveiro de grandes Guarda-redes. Os homens de luvas brilharam a toda a linha e saíram muito valorizados desta prova. Ochoa foi o principal destaque na fase inicial com as suas grandes defesas instintivas, com outros nomes a aparecer. Romero foi importante, Krul entrou para brilhar nos penalties e Tim Howard fez uma exibição fantástica de 16! defesas contra a Bélgica. Contudo os grandes destaques foram dois: Navas pelas fabulosas exibições entre os postes em todos os jogos e Neuer pela leitura de jogo e frieza em todas as suas intervenções.
7º "A Surpresa Costa Rica"
Em todas as grandes provas há sempre uma surpresa e esta foi uma das maiores. No "grupo da morte" com Itália, Inglaterra e Uruguai parecia que iriam ser "saco de pancada", mas não só passaram, como o garantiram à 2ª jornada sem qualquer derrota. Um grande Navas, um completo Tejeda e um eletrizante Campbell levaram a Costa Rica aos quartos-de-final e só um surpreendente Krul nos penalties os impediu de fazer (ainda mais) história.
8º Inovações Positivas
A evolução na arbitragem é sempre positiva e esta copa trouxe algumas inovações. Houve vários erros nos primeiros jogos, mas cedo diminuíram, subindo o nível de arbitragens que deixaram jogar em muitos momentos. Finalmente chegou a Tecnologia da linha de golo, com realce para o seu impacto no França-Honduras. Contudo, o maior destaque vai para o spray nas barreiras, uma solução simples e eficaz que já há muito tempo devia ter chegado à Europa.
9º Loucuras e excentricidades
Os uruguaios são um povo lutador que mostram uma entrega enorme como vemos pela louca mordidela de Suaréz e pela incrível recuperação da consciência de Álvaro Pereira. Também tivemos o génio de Van Gaal com as constantes e eficazes alterações táticas e a inovadora troca de Guarda-Redes nos penalties e a excentricidade de Miguel Herrera que vive ao máximo cada segundo e dá qualidade e alma ao jogo mexicano.
10º A Grande Máquina Alemã
Terminamos com a nova campeã do mundo: uma renovada e talentosa Alemanha. O tempo dos "panzeres" acabou, com o "velhote de 36 anos" Klose a ser o único ponta-de-lança entre os 23 convocados. A segurança defensiva de Neuer, Lahm e Hummels, a "caixa de máquinas" a meio-campo formada por Khedira, Schweinsteiger e Kroos e a magia e eficácia de Özil, Götze e Muller foram as chaves do sucesso alemão, com "Löw profile" (literalmente...) a aproveitar as bases do Bayern e a moldar a equipa com o melhor futebol desta copa. A "Maanshaft" foi uma justa campeã e quer agora iniciar um ciclo internacional vitorioso.
3º "Mineirazzo"A jogar em casa e depois de uma grande copa das confederações, o Brasil era favorito ao título, mas a pressão foi demasiado alta desde o princípio e Scolari nunca conseguiu dar qualidade de jogo a um Brasil que foi sobrevivendo à custa do brilhantismo de Neymar. O desequilíbrio emocional foi claro frente ao Chile e a lesão do 10 só piorou a situação. Perante uns alemães muito frios, a (des)organização brasileira descambou nuns incríveis 1-7, fazendo, 64 anos depois do "maracanazzo", o Brasil cair de novo.
4º Grandes jogadoresMuitos jogadores tiveram uma boa prestação no mundial, com os "números 10" a grande nível. Não os 10 clássicos, mas sim jogadores completos com influência em todo o campo. Messi, Neymar, Benzema, Ruiz e Giovanni estiveram a um bom nível, mas foi James Rodríguez com 6 golos e várias assistências a brilhar mais alto. O colombiano compensou a falta de Falcão, tornando-se o melhor marcador do mundial e só um Robben preponderante na Holanda e um Müller goleador pela Alemanha podem discutir o prémio de melhor jogador com "El Bandido".
5º Muitos Golos sem "9's"
O Mundial 2014 igualou o melhor registo de golos de sempre dos campeonatos com os mesmos 171 golos do "França 98". Aliás assistiu-se a grande espetáculos de futebol e desta vez a prova não deve ter desiludido ninguém. Contudo, são cada vez menos os pontas-de-lança a destacar-se, com as boas prestações de Van Persie e Benzema como exceções. Nesta onda, Klose só marcou 2 golos, mas foi o suficiente para ultrapassar Ronaldo "fenómeno" e tornar-se o melhor marcador de sempre com 16 golos.
6º Mundial dos Guarda-Redes Apesar dos muitos golos marcados, o mundial do Brasil foi um viveiro de grandes Guarda-redes. Os homens de luvas brilharam a toda a linha e saíram muito valorizados desta prova. Ochoa foi o principal destaque na fase inicial com as suas grandes defesas instintivas, com outros nomes a aparecer. Romero foi importante, Krul entrou para brilhar nos penalties e Tim Howard fez uma exibição fantástica de 16! defesas contra a Bélgica. Contudo os grandes destaques foram dois: Navas pelas fabulosas exibições entre os postes em todos os jogos e Neuer pela leitura de jogo e frieza em todas as suas intervenções.
7º "A Surpresa Costa Rica"Em todas as grandes provas há sempre uma surpresa e esta foi uma das maiores. No "grupo da morte" com Itália, Inglaterra e Uruguai parecia que iriam ser "saco de pancada", mas não só passaram, como o garantiram à 2ª jornada sem qualquer derrota. Um grande Navas, um completo Tejeda e um eletrizante Campbell levaram a Costa Rica aos quartos-de-final e só um surpreendente Krul nos penalties os impediu de fazer (ainda mais) história.
8º Inovações Positivas
A evolução na arbitragem é sempre positiva e esta copa trouxe algumas inovações. Houve vários erros nos primeiros jogos, mas cedo diminuíram, subindo o nível de arbitragens que deixaram jogar em muitos momentos. Finalmente chegou a Tecnologia da linha de golo, com realce para o seu impacto no França-Honduras. Contudo, o maior destaque vai para o spray nas barreiras, uma solução simples e eficaz que já há muito tempo devia ter chegado à Europa.
9º Loucuras e excentricidadesOs uruguaios são um povo lutador que mostram uma entrega enorme como vemos pela louca mordidela de Suaréz e pela incrível recuperação da consciência de Álvaro Pereira. Também tivemos o génio de Van Gaal com as constantes e eficazes alterações táticas e a inovadora troca de Guarda-Redes nos penalties e a excentricidade de Miguel Herrera que vive ao máximo cada segundo e dá qualidade e alma ao jogo mexicano.
10º A Grande Máquina AlemãTerminamos com a nova campeã do mundo: uma renovada e talentosa Alemanha. O tempo dos "panzeres" acabou, com o "velhote de 36 anos" Klose a ser o único ponta-de-lança entre os 23 convocados. A segurança defensiva de Neuer, Lahm e Hummels, a "caixa de máquinas" a meio-campo formada por Khedira, Schweinsteiger e Kroos e a magia e eficácia de Özil, Götze e Muller foram as chaves do sucesso alemão, com "Löw profile" (literalmente...) a aproveitar as bases do Bayern e a moldar a equipa com o melhor futebol desta copa. A "Maanshaft" foi uma justa campeã e quer agora iniciar um ciclo internacional vitorioso.


.png)
Sem comentários:
Enviar um comentário