quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os Artistas da Copa

Onze Inicial


 
Manuel Neuer
(Alemanha) 
 
                                
                        
      Philipp Lahm                            Mats Hummels                        Ezequiel Garay                          Daley Blind
       (Alemanha)                               (Alemanha)                              (Argentina)                               (Holanda)

                            
                              
       
                           Toni Kroos                                Javier Mascherano                          James Rodríguez
                          (Alemanha)                                      (Argentina)                                     (Colômbia)
 
 

     Lionel Messi                                                       Thomas Müller                                                     Arjen Robben
      (Argentina)                                                           (Alemanha)                                                          (Holanda)
 
 
Escolhas:
 
Guarda-Redes: Manuel Neuer possui uma leitura de jogo fenomenal e é extremamente frio na abordagem a todos os lances, dando toda a tranquilidade para que a Alemanha desenvolva o seu jogo. É o escolhido por num número reduzido mas variado de ações ser extremamente eficaz.
Suplente: Keylor Navas mostrou ser fortíssimo entre os postes e ter muita personalidade, assumindo-se como um dos pilares da Costa Rica e brilhando em todos os jogos.
 
Defesas: Hummels apontou dois golos e mostrou uma grande segurança defensiva, juntando uma boa saída de bola a uma forte composição física. Também Garay tem um excelente controlo de bola, além de um jogo aéreo muito perigoso, tendo utilizado toda a sua serenidade para comandar a defesa argentina. Juntos seriam uma dupla fantástica pelo ar, eficaz nos movimentos defensivos e de muita classe com a bola no pé.
No lado direito, temos o lateral mais completo da atualidade pela competência defensiva e ofensiva, pela polivalência e principalmente pela inteligência tática. Falamos claro de Lahm que, apesar da sua baixa estatura, impõe respeito pela sua entrega, simplicidade e capacidade de liderança. Na lateral-esquerda, foi difícil decidir entre Blind e Rojo, mas o comportamento pendular e frieza do primeiro fez-me optar pelo holandês.
Suplentes: Thiago Silva foi o comandante da defesa brasileira, tendo um belo comportamento na copa. Merece claramente o lugar e se tem ajudado a equipa nas meias-finais e mantido o sangue frio nos penalties frente ao Chile poderia ser titular. Para lateral suplente, destaco Debuchy um nome pouco falado, mas um jogador que mostrou grande capacidade defensiva e ofensiva pela direita. Se  Blind se lesionasse Lahm iria para a esquerda.
 
Médios: Mascherano foi um gigante no meio-campo argentino, cortando os lances de ataque adversários e aparecendo em todo o lado para tentar travar as investidas contrárias. Esteve em destaque em vários jogos com prestações superiores contra Holanda e Alemanha.
Se a Alemanha venceu o troféu, foi muito à custa da construção de jogo de Kroos. O médio, agora do Real Madrid, não só cria oportunidades de golo e dá dinâmica ao meio-campo, como ele próprio aparece em zona de remate com muita eficácia e tinha por isso de estar neste onze.
Para fechar o tridente de médios, temos talvez o melhor jogador da prova: o colombiano James. Na ausência de Falcão, "El Bandido" pegou na equipa, dando imensa magia a esta entusiasmante seleção colombiana, e tornou-se o melhor marcador de prova com 6 golos, indo contra todas as previsões.
Suplentes: Destaco mais um francês do qual se fala pouco: Blaise Matuidi. Pogba é um médio na moda, mas foi a dinâmica e a capacidade de trabalho que Matuidi deu à França que permitiu aos gauleses realizarem tão boas partidas na copa. Se a exibição da final valesse por toda a copa seria inevitável pôr Schweinsteiger, mas acabo por optar pela regularidade do francês. Como médio-ofensivo alternativo a escolha é óbvia. Di Maria fez grandes jogos, mostrando a mesma frescura desde o minuto 1 ao minuto 120. Só não entra na minha equipa por ter falhado a fase decisiva da Argentina e por ter em James e Kroos dois concorrentes de peso.
 
Avançados: Messi não mereceu a eleição de melhor do mundial, mas nem por isso fica fora da equipa maravilha da prova. O argentino fez 4 golos e brilhou a alto nível na fase de grupos com remates de belo efeito. Não esteve tão bem na fase a eliminar, mas foi decisivo contra a Suíça e atraiu sempre muitas marcações.
Se "La Pulga" foi importante na Argentina, "O Homem de Cristal" brilhou pela Holanda. Robben está mais forte que nunca e chega aos 30 anos com uma velocidade assombrosa, mostrando que ainda tem muitos anos de futebol pela frente. Também fez uma grande fase de grupos com 3 golos, mas, apesar de não ter voltado a marcar, apresentou sempre uma entrega e uma participação espetacular no jogo holandês, sendo um dos candidatos a melhor jogador da prova.
Por fim, não temos um ponta-de-lança clássico, mas sim um avançado móvel com golo no pé. Muller tem apenas 24 anos, mas já soma 10 golos em mundiais, mostrando ter capacidade para superar a longo prazo o recorde agora de Klose de 16 golos. Pode jogar em todas as posições do ataque e combina a velocidade e técnica de um extremo ao instinto matador de um ponta-de-lança. Por ter um estilo talvez menos elegante ou espetacular que as grandes estrelas, não é normalmente visto assim, mas foi sem dúvida um dos melhores do mundial.
Suplentes: Neymar podia estar no lugar de Messi se tem conseguido chegar à final, por ter levado a seleção brasileira às costas, mas a lesão (curiosamente nas costas...) que sofreu contra a Colômbia deixou o 10 de fora das contas de Scolari, não lhe permitindo continuar a brilhar. Claro que com 4 golos marcados e boas exibições merece o lugar no banco. Temos ainda o único ponta-de-lança de raiz da equipa: Robin Van Persie. Fez uma bela fase de grupos com 3 golos e mostrou um bom nível em toda a copa, tendo ele e Benzema sido os únicos avançados-centro a destacar-se. Pelos belos golos e por ter ido mais longe acaba por ser ele a arrecadar o lugar.
 

Treinadores em Destaque:

1º Joachim Löw: Tem de ser, sem dúvida, o líder deste ranking por tudo o que deu a esta Alemanha. Desde 2006 no comando técnico da seleção, Löw corria o risco de se tornar o "selecionador do quase", mas com toda a sua serenidade construiu uma grande equipa, conseguindo, não só vencer o Campeonato de Mundo com toda a justiça, como montar um coletivo dinâmico com excelentes processos de jogo que lhe permitiram apresentar o melhor futebol da competição.

2º Louis Van Gaal: O carismático selecionador holandês mostrou mais uma vez a sua forte personalidade e vontade de inovar com constantes alterações táticas e pela troca de Cillessen por Krul nos penalties contra a Costa Rica. Alguns dirão que todas estas mexidas demostram falta de consistência , mas a verdade é que Van Gaal pegou numa equipa devastada pelo euro 2012 e criou uma entusiasmante laranja que esmagou a Espanha e esteve a um pequeno passo da final.

3º Jorge Luís Pinto: Está longe de ser o selecionador mais consensual do mundo e até já foi apelidado de ditador, mas guiou a Costa Rica numa fabulosa caminhada. No "grupo da morte" com Itália, Inglaterra e Uruguai disse logo que "a dúvida era quem passava com a Costa Rica". Muitos se terão rido, mas Pinto levou mesmo os "Ticos" aos oitavos e, se a eficácia dos penalties contra a Grécia se tem mantido frente à Holanda, teria feito uma das maiores surpresas de sempre em mundiais.

 
 
 

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